segunda-feira, 23 de março de 2009

sistema de saúde em Cuba

O Sistema de Saúde

A garantia de atendimento médico gratuita a toda a população cubana se converteu desde os primeiros momentos do triunfo da Revolução num dos paradigmas sociais fundamentais. Isto se corresponde com a essência humanista e de justiça social que caracteriza a nosso processo revolucionário.

Desde o próprio triunfo revolucionário se começou a trabalhar pela criação do Sistema Nacional de Saúde que levou a ação do trabalhador da saúde aos lugares mais apartados. O sistema criado começou a realizar importantes reformas a partir dos anos 60, como parte fundamental das transformações do período revolucionário e em resposta ao respeito mais absoluto de um dos direitos humanos fundamentais de todo cidadão.

Na etapa pré-revolucionaria, o atendimento médico e hospitalar se caracterizava pelo predomínio de serviços de caráter privado. Esta modalidade nos serviços de saúde impedia o acesso às pessoas de mais baixos rendimentos, as que contavam como única opção com as Casas de Socorro, que atendiam principalmente os casos de urgência. As instalações e o pessoal médico radicavam fundamentalmente na capital do país, onde se concentrava o 65% dos médicos e o 62% das camas existentes. Nas zonas rurais, praticamente não existia atendimento médico e se contava com um só hospital rural.

As ações empreendidas no desenvolvimento da rede assistencial, permitiram a rápida transformação da situação existente. Hoje Cuba conta com 381 áreas de saúde com cobertura completa com o programa do médico da família, os que superam a cifra de 28,000 médicos, distribuídos em todo o país. Mais do 99,1 % da população cubana está coberta com um médico e enfermeira da família e se espera atingir o 100% nos próximos anos.






Programas de Saúde

a) Programa materno infantil

A obra da revolução na saúde pública priorizou aos grupos populacionais de risco, entre eles e em particular à mulher e os meninos. Por este motivo, os principais lucros obtidos nos indicadores que refletem o estado de saúde materno infantil em Cuba estão implícitos na maioria das ações sociais, culturais e de desenvolvimento econômico. Neste sentido, cabe destacar o índice de mortalidade infantil, que ao fechamento do ano 2001era de 6.2 por 1000 nascidos vivos.

b) Doenças crônicas não transmissíveis

O perfil epidemiológico nacional se caracteriza pelo predomínio da mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis. As doenças do coração, os tumores malignos, as doenças cérebro-vasculares e os acidentes, representam quase as duas terceiras partes de todas as mortes que se produzem no país. Ademais merecem mencionar-se por seu morbilidad a diabete mellitus, a cirrose hepáticas, o asma e a hipertensão arterial.

Estas doenças se encontram relacionadas com os hábitos e estilos de vida, onde se ressaltam riscos como: obesidade, *sedentarismo, hábito de fumar, dieta inadequada e outros componentes pelo qual a estratégia para a abordagem destes problemas de saúde *particulariza o incremento das ações inter-setoriais, nas que participam os principais grupos de especialistas e instituições.

c) Doenças transmissíveis

As doenças infecciosas constituem a principal causa de morte no mundo, muitas dessas doenças são preveníeis por vacinas. Em Cuba se eliminou a poliomielite, a difteria, o sarampo, a meningite tuberculosa, o tétanos neonatal, a síndrome da rubéola congênita e a meningoencefalitis pos-parotiditis. Hoje aplicamos vacinas contra 13 doenças.

Este programa persegue como principal objetivo manter o controle das doenças transmissíveis para continuar diminuindo a morbimortalidad e controlar os fatores de risco para evitar surtos e epidemias.

d) Atendimento ao adulto maior

As mudanças demográficas que se vêm operando em Cuba como resultado da diminuição do índice de natalidade e o incremento das expectativas de vida conduziram a um envelhecimento acelerado da população com um 14.3% da população maior de 60 anos.

O enfoque humanista da sociedade socialista e o atendimento diferenciado que há que lhe brindar aos grupos populacionais que mais o precisam foi uma prioridade da revolução cubana.

Esta população requer de um plano de ação e atendimento diferenciado que cubra suas necessidades biológicas, psicológicas e sociais, elevando a qualidade de vida. Neste sentido o Sistema Nacional de Saúde conformou o programa integral ao adulto maior com um enfoque comunitário e institucional, o mesmo se acompanha do desenvolvimento da Geriatria/ e Gerontología e assim estudar melhor os aspectos de envelhecimento das pessoas e seus requerimentos em nosso meio social.

O programa prioriza o aperfeiçoamento do trabalho no atendimento primário, fundamentalmente do médico e enfermeira da família, utilizando os círculos de avôs e outras alternativas não institucionais com a participação comunitária.


http://embacu.cubaminrex.cu/Default.aspx?tabid=2214

segunda-feira, 9 de março de 2009

O SUS e outros modelos de saúde no mundo

O SUS, que tem como conceito básico a universalização do atendimento à saúde, surgiu por meio da Constituição de 1988 e é regido por outras duas leis: a 8.080/90, que dá as linhas gerais do que seria esse atendimento, e a 8.142/90, que regulariza a participação da sociedade na fiscalização do sistema.

A Constituição de 1988 mudou o modelo da saúde no Brasil. Antes, saúde pública era apenas para os incluídos. Os indigentes ou mesmo quem não colaborava com o Inamps (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social) não podia ser atendido pelos órgãos públicos. Ficavam na mão dos particulares ou das fundações filantrópicas. O SUS universalizou o atendimento.

No mundo, existem dois modelos de oferta de saúde pública adotado pelos governos, a universal e a segmentada. Resumidamente, eles podem ser definidos como:

  • Universal – deve atingir amplamente e irrestritamente a todos os cidadãos, independentemente da classe social, com financiamento público e alcançando uma enorme gama de vertentes da saúde. O sistema privado ficaria com a parte suplementar, por exemplo, tratamentos e procedimentos específicos.
  • Segmentada – atinge nichos distintos da sociedades, por exemplo, os mais pobres ou um determinado grupo profissional. Aí, o público e o privado se misturam na sociedade, tanto na questão do financiamento, quanto no atendimento. Digamos que um completa o outro.


O modelo vigente no Brasil, como na maioria dos países, é o universal. Todo mundo, não importa a classe social, pode e deve ser atendido em um pronto-socorro, fazer consultas com especialistas, fazer o pré-natal e o parto, exames laboratoriais, entre outros procedimentos. Tudo de graça. Além disso, também cabe ao SUS outras atribuições como a fiscalização dos medicamentos, a produção de remédios, o combate a doenças epidemiológicas, o apoio a pesquisas científicas e a contribuições em questões de saneamento básico, fiscalizar alimentos e bebidas etc.

referência:
http://pessoas.hsw.uol.com.br/sus.htm

segunda-feira, 2 de março de 2009

A história da saúde pública no Brasil


Na república,o primeiro governo que efetuou a primeira medida pública foi o de Rodrigues Alves,como conseqüência da falta de saneamento básico a qual acarretou em doenças graves na época,como a varíola.

As medidas de combate não foram bem sucedidas pois eram feitas de forma obrigatórias,invadindo as casas das pessoas,queimando roupas e colchões,assim foi denominada historicamente como a revolta da vacina.

Apesar da repercussão negativa,o sanitarista da época Oswaldo Cruz conseguiu coletar vários dados para um melhor trabalho realizado pelo seu sucessor Carlos Chagas.

Pouco foi feito em relação à saúde depois desse período, apenas com a chegada dos imigrantes europeus, que formaram a primeira massa de operários do Brasil, começou-se a discutir, obviamente com fortes formas de pressão como greves e manifestações, um modelo de assistência médica para a população pobre.

Um pouco de mudança vem somente a partir da Revolução de 1930, quando Getúlio Vargas toma o poder. É criado o Ministério da Educação e Saúde e as caixas são substituídas pelos Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAPs), que, por causa do modelo sindicalista de Vargas, passam a ser dirigidos por entidades sindicais e não mais por empresas como as antigas caixas que eram instituições mantidas pelas empresas que passaram a oferecer serviços de saúde aos seus funcionários.

Durante a transição democrática, finalmente a saúde pública passa a ter um fiscalização da sociedade. Em 1981, ainda sob a égide dos militares, é criado o Conselho Consultivo de Administração da Saúde Previdenciária (Conasp). Com o fim do regime militar, surgem outros órgãos que incluem a participação da sociedade civil como o Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems).
Se de um lado, a sociedade civil começou a ser mais ouvida, do outro, o sistema privado de saúde, que havia se beneficiado da política anterior, teve que arranjar outras alternativas. É nesse período que se cria e se fortalece o subsistema de atenção médico-suplementar. Em outras palavras começa a era dos convênios médicos. Surgem cinco modalidades diferentes de assistência médica suplementar: medicina de grupo, cooperativas médicas, auto-gestão, seguro-saúde e plano de administração.
Ao lado dessas mudanças, os constituintes da transição democrática começaram a criar um novo sistema de saúde, que mudou os parâmetros da saúde pública no Brasil, o SUS.


referência: