segunda-feira, 2 de março de 2009

A história da saúde pública no Brasil


Na república,o primeiro governo que efetuou a primeira medida pública foi o de Rodrigues Alves,como conseqüência da falta de saneamento básico a qual acarretou em doenças graves na época,como a varíola.

As medidas de combate não foram bem sucedidas pois eram feitas de forma obrigatórias,invadindo as casas das pessoas,queimando roupas e colchões,assim foi denominada historicamente como a revolta da vacina.

Apesar da repercussão negativa,o sanitarista da época Oswaldo Cruz conseguiu coletar vários dados para um melhor trabalho realizado pelo seu sucessor Carlos Chagas.

Pouco foi feito em relação à saúde depois desse período, apenas com a chegada dos imigrantes europeus, que formaram a primeira massa de operários do Brasil, começou-se a discutir, obviamente com fortes formas de pressão como greves e manifestações, um modelo de assistência médica para a população pobre.

Um pouco de mudança vem somente a partir da Revolução de 1930, quando Getúlio Vargas toma o poder. É criado o Ministério da Educação e Saúde e as caixas são substituídas pelos Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAPs), que, por causa do modelo sindicalista de Vargas, passam a ser dirigidos por entidades sindicais e não mais por empresas como as antigas caixas que eram instituições mantidas pelas empresas que passaram a oferecer serviços de saúde aos seus funcionários.

Durante a transição democrática, finalmente a saúde pública passa a ter um fiscalização da sociedade. Em 1981, ainda sob a égide dos militares, é criado o Conselho Consultivo de Administração da Saúde Previdenciária (Conasp). Com o fim do regime militar, surgem outros órgãos que incluem a participação da sociedade civil como o Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems).
Se de um lado, a sociedade civil começou a ser mais ouvida, do outro, o sistema privado de saúde, que havia se beneficiado da política anterior, teve que arranjar outras alternativas. É nesse período que se cria e se fortalece o subsistema de atenção médico-suplementar. Em outras palavras começa a era dos convênios médicos. Surgem cinco modalidades diferentes de assistência médica suplementar: medicina de grupo, cooperativas médicas, auto-gestão, seguro-saúde e plano de administração.
Ao lado dessas mudanças, os constituintes da transição democrática começaram a criar um novo sistema de saúde, que mudou os parâmetros da saúde pública no Brasil, o SUS.


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